quinta-feira, 25 de junho de 2015

Além da Vida

A morte faz parte da vida. Na verdade do fim dela.
Anne não estava preparada para encarar a morte. Ninguém nunca está. E perder Phil, naquele acidente trágico à fez ficar completamente destruída.
Era alta madrugada, quando o carro que ele dirigia bateu contra um caminhão de areia. A notícia veio logo de manhã. Ela tinha acabado de acordar quando o telefone tocou. Quando terminou de ouvir, simplesmente caiu de joelhos e começou a chorar desesperadamente.
Ela ficou trancada no quarto a manhã inteira. Não saiu nem mesmo para comer. A tristeza era tão grande, seus olhos já nem choravam mais.
Phil não podia ter feito isso, ela o amava tanto.
Alguém bateu na porta de seu quarto tirando-a de seus pensamentos. Era Lia, a sua melhor amiga. - Eu posso entrar? - ela perguntou. - Sim. - Anne tentou falar. - Eu... Sinto muito. - Lia disse sentando-se na cama ao lado da amiga. - Acredite eu sinto mais. - Anne balbuciou. - Ele prometeu que estaria hoje a noite aqui comigo, mas... - Ela disse soluçando, enquanto Lia à abraçava. - Eu sei, mas estas coisas acontecem, e... Você foi ver o corpo? - Lia perguntou. - Não tive coragem. - Ela respondeu. -Você vai no velório? - Não. - Por quê não? - Eu não consigo! - Anne gritou. - Eu simplesmente não consigo vê-lo... Morto. - Eu entendo. - Lia falou acariciando os cabelos loiros da amiga. Elas ficaram em silêncio por bastante tempo até que Anne disse: - Agora se você puder me deixar sozinha. Eu agradeço muito. - Disse Anne se afastando da garota. Lia não disse nada apenas assentiu e foi embora.
Quando ela saiu, mais uma vez Anne ficou sozinha. Mas isso não à incomodava, porque a única pessoa que ela queria naquele momento não estava mais entre os vivos.
Quando já havia anoitecido, Anne saiu de seu quarto e foi para o jardim, onde mais tarde Phil iria encontra-lá. As flores estavam feias, não tinham mais a aparência que elas normalmente tem. A fonte onde Phil costumava pegar água para regar as plantas estava seca. E até mesmo as árvores estavam tristes pois a maioria de suas folhas haviam caído. A poucos metros de distância ela avistou o banco, o banco que trazia tantas recordações de seu amado. Foi exatamente ali que ele a pediu em namoro. Agora tudo não passava de um sonho bom, que se tornou em um terrível pesadelo.
Ela caminhou até o banco, sentou-se e começou a chorar com a cabeça baixa. - Não chore. - Ela ouviu em algum momento. Aquela voz, ela conhecia aquela voz. não podia ser, ele estava morto, definitivamente ela estava ouvindo coisas. - Anne? - Phil disse. - Ela levantou a cabeça e o viu. Ele estava diferente. Uma luz branca o rodeava, do seu lado ela pôde ver dois anjos. Mas seus olhos ainda eram os mesmos, azuis como um pedaçinho de céu. - Phil você estar... - Não. Eu só vim me despedir de você e te dizer uma coisa. - Anne levantou-se foi até ele e tentou toca-ló, mas suas mãos atravessavam o nada. Os olhos dela se encheram de lágrimas outra vez. - Eu vim te dizer que... Eu te amo! Anne. Eu te amo, e vou te amar além da vida. - Você me abandonou. - Ela disse soluçando. - Não. Eu não te abandonei, eu nunca vou te abandonar. - Você veio me dar... Adeus? - Ela perguntou. Ele sorriu tentando tocar o rosto dela. - Isso não é um adeus. Isso é um... até logo! - Até logo? - Sim. Um dia nos vamos nos encontrar outra vez. Não chore meu amor! - Ele disse. - O nosso amor é eterno. Ele vai além da vida e... Eu prometo que vou te amar, mesmo não estando mais entre... Os vivos, Anne.
* Ela queria poder toca-ló, Entretanto isso ela não podia fazer, porque ele estava morto. - Phil... - Eu preciso ir, Anne. Chegou a hora! - Eu não quero que você vá, eu... Te amo! - Ela disse enquanto as lágrimas insistiam em cair sob seu rosto. - Eu quero que você vá ao meu... Velório. - Por quê? - Não faça perguntas, apenas vá. - Ele disse. - Agora eu tenho que ir. - Agente vai se encontrar? - Ela perguntou enchugando as lágrimas. - Um dia, eu prometo.
- Eu amo você. - Ela disse. - Eu também amo você Anne. - Ela baixou a cabeça e quando levantou ele já não estava mais lá.
Eram oito horas, o velório já havia começado ela tinha que se apressar.
O velório era na casa de Phil. Quando chegou em frente a casa ela pôde ver vários carros e pessoas vestidas de preto. Ele tinha muitos amigos, Anne sempre soube. Mas a maioria deles ela não conhecia.
Ela entrou e viu os pais de Phil, Lauren e Roland. Eles estavam ao redor do caixão chorando abraçados. Anne se aproximou deles hesitante. - Eu... Posso? - Ela perguntou gesticulando para o caixão. - É claro querida. - Lauren disse.
O corpo dele estava gelado e cheio de cortes. Vê-lo daquele jeito à fez sentir uma enorme angústia. Ela segurou a mão dele inclinou-se para baixo e deu-lhe um beijo na testa. - Querida? - Disse Lauren com a mão em seu ombro. - Veja a mão esquerda dele.
Anne obedeceu e viu que na mão esquerda de Phil estava escrito com tinta azul de caneta: " Anne o nosso amor está além da vida, nunca esqueça que eu te amo, e vou te amar eternamente! "
Ela começou a chorar de novo. - Suponho quê ele tenha escrito isso antes de... - Roland tentou dizer. - Obrigada! - Anne disse abraçando os pais de Phil.

Aquele dia foi muito difícil, não só para ela, mas também para todos que o amavam. Ela permaneceu triste durante vários dias, porém com a esperança de que um dia iria encontrar com seu amado novamente, porque como ele mesmo disse o amor dos dois estava Além da vida!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

A lenda da Iara

Jaraguari era um índio da tribo dos Manaus. Era forte, corajoso e alegre como um pássaro. Na tribo era amado e respeitado, pois tratava todos com carinho e respeito.
Um dia, a mãe de Jaraguari notou que o filho estava ficando diferente. Ele subia o rio Negro em sua igara e só voltava para a oca altas horas da noite, triste e solitário. A mãe o procurou aflita: - Por que voltas tão tarde da pescaria? Cuidado com os perigos da floresta, meu filho...
Jaraguari respondeu: - Mãe, eu vi uma jovem de extraordinária formosura nadando entre as flores do igarapé. Tem cabelos cor de ouro e seu canto é mais belo que o do uirapuru...
A mãe gritou apavorada : - A Iara! Foste encantado pela Iara. Se não fugires dela, serás levado para o fundo das águas!

Mas Jaraguari não ouviu os conselhos da mãe. Dias depois, a canoa em que ele saía para pescar apareceu vazia, boiando nas águas do rio Negro. Nunca mais os Manaus tiveram notícias dele. Desde então, os índios passaram a não pescar mais à noite. Dizem que, nessa hora, a Iara passeia pelos rios e igarapés entoando o seu canto feiticeiro.

(Adaptação do folclore brasileiro)

terça-feira, 23 de junho de 2015

Uma Jornada de amor

Era uma vez uma garota chamada Milena. Ela saiu para dar uma volta e acabou se perdendo. Então começou a correr chorando e avistou um garoto sentado em uma calçada sozinho. Ela se aproximou e perguntou qual era o nome daquele lugar. Quando o menino ergueu o olhar, ela pôde ver seus olhos brancos. O rapaz era cego dos dois olhos. Milena nunca tinha visto por isso se assustou e saiu correndo. Porém não parava de olhar para trás, derepente esbarrou em outro garoto seu nome era Marcos, ela se assustou mais uma vez pois pensava que ele era igual ao menino que estava na calçada, mas Marcos era diferente ele tinha um dom que não era normal. O rapaz conseguia movimentar as coisas, sem mover um dedo , usando apenas a mente. Entretanto foi amor à primeira vista, eles conversaram, procuraram um abrigo e acharam uma casa velha que ainda dava para se protegerem da chuva ou de animais. No entanto Marcos não esperava pela tempestade e chovia mais dentro do que fora. Ainda assim eles conseguiram dormir.
Já no outro dia os dois foram procurar o que comer e saíram em padarias e conseguiram arrumar algo para comer. Depois foram procurar água, e muito depois encontraram um rio muito bonito no qual Jorge e Carla, (dois amigos de Marcos) se banhavam! Os dois eram legais e logo se tornaram amigos de Milena também. Depois Marcos e a garota saíram à procurar os pais dela, com muito medo do que vinha pela frente.
Marcos estava com receio de contar para Milena que ele era paranormal, mas mesmo assim decidiu contar-lhe, no começo a menina ficou um pouco assustada, mas o amor era maior que o medo e ela até achou legal ter um amigo igual a ele. Marcos ficou tão feliz por Milena ter entendido. Ele corria pela estrada gritando: Eu te amo! E ela repetia a mesma coisa para ele. Mais à frente eles encontraram um campo muito bonito que tinha uma grande árvore, na qual eles fizeram um coração e dentro dele lá estavam as suas inicias. Os dois juraram que um dia iriam se casar, e para oficializar a promessa Marcos fez duas alianças com a fita do cabelo de Milena. Ele estava tão feliz, segurou o rosto dela com as mãos e a beijou nos lábios delicadamente.
Logo depois eles sentiram um cheiro gostoso de torta de morango e encontraram uma casa em um bosque que era cheio de cores e daí por diante passaram a morar nesse bosque e viveram felizes para sempre!

Moral da história: "Nunca subestime o amor!"


Escrito por: Renally Silva

segunda-feira, 22 de junho de 2015

A floresta do desaparecimento

Há muito tempo, uma garota chamada Tati, se perdeu em uma floresta, na qual muitos diziam que era habitada por criaturas sobrenaturais. É possível que a menina tenha sido morta por uma dessas criaturas, pois muitos caçadores dizem que ouvem os gritos de uma criança na margem de um lago. A também a possibilidade dque Tati tenha simplesmente sobrevivido e até hoje vive na floresta, como uma bruxa. Mas o fato é que os gritos ainda são ouvidos por todos que se atrevem a entrar na mata.
E a garota jamais foi encontrada, nem viva, nem morta.
Moradores da região contam que outras crianças também desapareceram dentro da floresta e como Tati nenhuma foi encontrada!
Se é verdade ou não nunca se sabe! Pois como toda lenda, deve permanecer do jeito que estar como uma lenda que ninguém pode desvendar!

O leão e a raposa

Um leão ficou velho e cansado. Então, percebeu que era cada vez mais difícil usar a força para caçar.resolveu usar a inteligência. Deitou-se em sua caverna e fingiu estar muito doente.
Toda vez que um animal se aproximava para ver como ele estava, fingia estar quase morrendo, quando o bicho entrava na caverna e chegava bem perto, ele saltava em cima da presa e a devorava.
Até que um dia veio a raposa.
Em vez de entrar na gruta, ficou só do lado de fora pedindo notícias.
Como vai? -- Perguntou.
-- Cada vez pior -- Disse o leão. -- Mal consigo abrir os olhos.
-- Que pena... -- Disse a raposa. -- Faço votos de que melhore.
Vendo que ela não entrava, o leão insistiu: -- Venha me fazer companhia, não fique parada aí fora no sol. Sem nenhum conforto... Não vou lhe fazer mal algum,.estou muito fraco. Pode acreditar.
-- Eu até acreditaria em suas palavras seu leão... -- Disse a raposa.
Mas meus olhos estão me contando outra coisa e tenho que acreditar neles. Estou vendo que tem várias pegadas de animais em volta da caverna. E todas apontam na mesma direção. Que dizer que muitos bichos entraram na sua toca e nenhum saiu, eu é que não entro... Passar bem.
E virando as costas, foi embora bem depressa!