segunda-feira, 6 de julho de 2015

O espírito da Curva

Quando Philip era criança, sempre gostava de ir a casa de sua avó no finalzinho da tarde.
Certo dia a estrada que o garoto passava estava interditada, por isso ele teve que ir por outro caminho.
Já havia escurecido quando ele passava por uma curva, onde todos diziam que era assombrada. Mas o menino não acreditava em tal coisa, e apesar de ser novo era corajoso como um leão.
Naquela noite o vento frio soprava em seu rosto, lobos uivavam em algum lugar, e por mais que tentasse andar depressa algo o impedia de continuar. Talvez fosse o medo. Medo de quê? Philip não tinha medo, pelo menos não ainda.
Ele começou a andar devagar, repetindo para sí mesmo: " Eu não estou com medo." Quem ele estava tentando enganar? Andou mais um pouco, até chegar em uma árvore, negra por causa das sombras da noite. Foi então que ele olhou para trás... A estrada escura estava deserta. Ele podia ouvir os batimentos do seu coração, pois o silêncio que pairava nas árvores era extremamente grande.
Ao redor da estrada, ele ouviu passos apressados, em seguida um grito de pavor atrás de sí, logo depois uma mão fria pousou em seu ombro. Ele sabia antes mesmo de se virar que aquilo não era deste mundo, olhou para trás e não havia nada, a não ser o seu próprio medo. Fechou os olhos e começou a dizer que não existia espíritos e que de forma alguma ele iria acreditar no que não era real. Quando abriu os olhos uma coisa horrível estava diante dele: Uma mulher vestida de branco com o rosto sangrento que disse com uma voz monstruosa: " Acredita agora?". Philip gritou e com as pernas trêmulas saiu correndo em direção a casa de sua avó... Tudo que ele ouviu depois foram gargalhadas que ficaram na fria curva da estrada!

*

Desse dia em diante Philip passou a acreditar até mesmo no que não via...

*
Escrito por: Joselani Silva

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Sobrenatural

Em uma pequena cidade do interior na região rural, fatos estranhos estavam assustando a população. Quase todos os dias animais (Porcos e cachorros)
estavam sendo encontrados sem a cabeça. Moradores da região custavam a acreditar que o que estava por trás dos ataques era algo sobrenatural, por isso promoveram uma reunião para arranjar uma solução. Algumas pessoas acharam que o que estava matando os animais era algum ladrão de cabeças, no entanto poucos tiveram a coragem de espionar. Os únicos que aceitaram o desafio foram Diego, Mário e Adriano.
Os três colocaram dois porcos ao redor do celeiro, assim poderiam ver se alguém se aproxima-se.
Anoiteceu. passaram horas e horas e nada aconteceu. Mário e Diego já estavam desistindo quando ouviram algo se aproximar... O olhar de Mário se estendeu pelos arredores, mas não capturou nenhuma imagem fora do comum. Atrás dos arbustos, os três tentavam descobrir de onde tinha vindo o som, quando de repente um grito de pavor ou dor, os fez olhar para trás imediatamente. Mas espere, onde estava Diego? Oh não, havia sangue por toda parte formando um caminho até a floresta, Mário e Adriano seguiram o caminho de sangue, a poucos metros de distância eles encontraram Diego, mas ele estava sem a cabeça. O medo os inundou, seja lá o que fez aquilo com Diego, não era desse mundo, e pior ainda estava com fome.
Os dois correram sem parar, precisavam chegar a um lugar seguro.
Os porcos ao redor do celeiro também estavam mortos e sem cabeça. Eles foram até a casa mais próxima e lá ficaram até o amanhecer.
No dia seguinte houve outra reunião, a maioria dos moradores decidiram mudar-se para bem longe do lugar.
A polícia investigou o caso ocorrido, porém nunca descobriu nada, entenderam que o sobrenatural não pode ser preso e nem investigado.
Depois daquela noite não houve mais ataques, ninguém nunca chegou a ver a criatura e quem viu infelizmente não sobreviveu para contar.